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terça-feira, 19 de março de 2013

A Noiva Despida




Tomei a liberdade de lhe enviar este manuscrito, que espero lhe suscite interesse.
Foi escrito pela minha filha, que desapareceu há doze meses. O carro dela foi encontrado no cimo de um penhasco, no Sul de Inglaterra, mas o seu corpo nunca chegou a aparecer. Apesar de ter feito um interrogatório exaustivo a várias pessoas que lhe eram chegadas, a polícia concluiu que se tratava de um caso de suicídio e arquivou o processo. Há quem diga que ela terá encenado o seu próprio desaparecimento. Não estou certa de nenhuma destas hipóteses e confesso que essa incerteza me devora por dentro.
Quando desapareceu, ela estava a escrever um livro. Encontrei-o no seu computador portátil, quando a polícia mo entregou. Sou a única pessoa, tanto quanto sei, a quem ela falou nesse livro. Trata da vida secreta de uma mulher casada e a minha filha queria manter o anonimato, para poder escrever com absoluta franqueza; tinha medo de acabar por se autocensur r, caso o seu nome fosse revelado aquando da publicação. Queria também proteger as pessoas que lhe eram mais próximas, e a ela própria.



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